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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ANÁLISE DE TIRINHAS (35) - DA IMPORTÂNCIA DO BIBLIOTECÁRIO


Em vários dos meus escritos tenho sublinhado a necessidade de bibliotecas e de bibliotecários para a conquista de um patamar mais avançado de leitura em nosso país. 

Não são poucos os estudiosos a mostrarem que a formação de um leitor pode ser objetivamente incrementada com a presença de uma rede bem capilarizada de bibliotecas (da cidade, da escola, de bairro, da família, dos sindicatos, da fábrica, do hospital, dos pontos de ônibus, das salas de espera, etc) que estenda amplamente os textos (impressos e virtuais) pelos espaços sociais por onde circulam os indivíduos.

Mas bibliotecas com bê maiúsculo, que apresente recursos humanos especializados e infraestrutura decente para atender aos usuários, são raras em nosso meio. O Brasil vem pecando escancaradamente nessa área, não fazendo justiça ao avanço da nossa indústria livreira e tecnológica. 

As imensas compras de livros pelos governos para distribuição gratuita às escolas e outras instituições não encontram nos polos destinatários gente especializada para organizar as obras e dinamizá-las junto aos estudantes. Daí que muitas remessas "morram no meio do caminho", nunca chegando às mãos dos professores e seus alunos. 

Hoje em dia, em decorrência dos avanços da tecnologia informacional, estamos assistindo ao drástico fenômeno da "morte dos mediadores". Daí o desaparecimento dos "críticos de arte" (que analisavam as obras no intuito de orientar leitores), do editor de livros (que decidiam o quê publicar), dos resenhadores (que apontam o teor das obras e recomendavam ou não a sua leitura), do bibliotecário (substituído pelos poderosos sistema de busca da internet - entre eles o Google) e assim por diante.

Entretanto, se pensarmos em termos de uma educação crítica, voltada para a formação da consciência crítica), a presença de mediadores - como os professores e os bibliotecários - é uma condição sine qua non para essa conquista. De fato, o mundo moderno está repleto de lixo literário e lixo virtual; por isso mesmo, necessitamos de "informantes" capacitados que nos sugiram, nos orientem, nos conduzam para aquilo que valha a pena ser lido.

O quadrinho acima, de Xaxado, é extremamente interessante porque, pela sua fala, a bibliotecária tenta fazer com a menina leia "dinamicamente", isto é, ligeiramente, superficialmente o livro, sem o devido trabalho de reflexão. Entretanto, a menina solicita um "montão" de obras para serem analisadas, o que possivelmente vai lhe permitir uma visão mais profunda do assunto a ser lido através de comparações, contrastes, etc. Neste, dando muito mais trabalho para a bibliotecária para a retirada e recolocação dos livros em uma alta prateleira.

3 comentários:

Anônimo disse...

E onde está a foto do professor que diz: Depois eu respondo, e não tem nem uma "agenda", para anotar a pergunta. Especializações levam as pessoas julgarem-se importantes e perderem a sensibilidade operacional, querem ficar atrás da mesa. Temos um grave problema que é "Pátria", não temos noção de pátria. A hipocrisia, o status, a boçalidade da intelectualidade nos leva ao lixo político e cultural.Porque justamente não temos a verdadeira visão de pátria.
Elanklever

Anônimo disse...

Esta chager revela apenas uma tremenda falta de respeito e ética. Porque é uma crítica superfícial, a uma profissional tão importante para a sociedade. Não podemos compará-los aos políticos de nossa nação. Não estão lá colocados pelo povo, mas por competência profissional. Em todo lugar há competentes e incompetentes. Admiro uma pessoa tão conhecida como V.Sas, e com muitos livros escritos postar algo tão banal assim.Isso revela que realmente precisamos melhorar e muito.
Elanklever

Ezequiel Theodoro da Silva disse...

PREZADO ELANKLEVER:

Acho que você leu tudo ao contrário; estou enaltecendo e não criticando o bibliotecário. Em todo caso, grato pela visita e pelo comentário.