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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

PÉSSIMO INÍCIO DE ANO PARA A LEITURA BRASILEIRA - LEIA A REFLEXÃO

7 comentários:

Anônimo disse...

Acho o argumento do números bobo e falho. Um livro para ser eliminado, não precisa ser lido por completo a depender dos critérios. Acho também a presença de editores perfeitamente compreensível, uma vez que certas caracteristicas de edição são mais bem compreendidas e avaliadas por quem vê o livro não apenas como texto, mas como projeto editorial.

Milton Costa disse...

Não entendo como o Correio ainda dá pelota pra um recalcado canastrão como esse R. Roldan-Roldan. Semanalmente, ele ganha um precioso espaço no jornal, com direito à foto e à ilustração. E não escreve, mas rosna, furiosamente, pra tudo! Parece um Carlos Lacerda anacrônico, cola clichês e comete as piores gafes do ponto de vista da norma-padrão da língua (que ele defende de forma fascista) que seu texto fica caricato, risível. E a ranhetice do presente texto é uma reclamação infantil, de quem estava na lista e não foi contemplado. Até receber o e-mail com o link para este post, eu nem sabia da existência do tal prêmio. Mas, no meio deste meu comentário, resolvi "googlear" e, bingo!, lá estava o RRR (que deveria mudar seu nome artístico para GRRRRRRR) entre os inscritos. Meu amigo, use melhor o espaço que tem e pare de escrever tanta lamúria inconsistente. Use seu inconformismo, que é bem-vindo, de forma inteligente, e não como um beato Salu, gritando no meio da praça. Como professor de redação, saiba que uso seus textos em sala de aula para ensinar meus alunos o que não fazer ao produzir textos argumentativos. Não há justificativa em se usar tantos palavrões de forma gratuita, por exemplo. Respeito suas opiniões, defendo a divulgação de qualquer ideia, apologética ou não, mas me assusta o silêncio com relação às barbaridades que o senhor frequentemente escreve.

Rafael Roldan disse...

Primeiramente ao dito "anônimo", a nossa Constituição Federal veda o anonimato quando há manifestação de ideias do porte da que estamos tratando. Já começou covardemente e não merece muita consideração. Mas como sou generoso, vamos lá. Por qual motivo o argumento dos números é "bobo e falho"? Faltou sua justificativa, o que torna seu comentário mais bobo e falho ainda, já que em nada colabora para elucidar a questão. A matemática demonstrada por RRR é incontestável e você me vem com palavras vazias que demonstram uma argumentação infantil...
Segundo, se um livro, para ser eliminado, não precisa ser lido por completo, então que se abra um edital para contos ou poesias. Muito mais honesto. Se há livros e o certame os trata assim, que se os leia por completo ou que se jogue o edital no lixo, pois tratar livros por resumos é o que todo professor minimamente rigoroso abomina. Seu argumento é tão risível a ponto de justificar a leitura de resumos para o vestibular. Não há dois pesos e duas medidas. Faz-se um edital justo para qualquer certame ou não se o faz e ponto. Qualquer meio-termo é emburrecer o já burro mercado literário brasileiro. Não é de se espantar que as pessoas conheçam mais Dan Brown do que Qorpo Santo.
Quanto à questão de termos editores dentro do certame, há de se ter um rigor nem sempre seguido, que é o de não haver interesses comerciais envolvidos. Isso compromete esses certames e qualquer escritor mais ou menos letrado sequer se candidatará a essas aberrações que no Brasil chamamos de concursos literários, todos com cartas marcadas pelo onipresente coleguismo, que corrói todas as áreas de nossas atividades, especialmente as acadêmicas (motivo pelo qual cabeças verdadeiramente pensantes, como Miguel Nicolelis, estarem em instituições estrangeiras e não nacionais, já que intelectuais de verdade não ligam para verbas, mas para abertura).
Portanto, anônimo, seu comentário é apenas risível e sem valor algum para a discussão.
Quanto ao Sr. Milton Costa, seus argumentos são hilários, se é que podemos chamar de argumentação essa punhetação mal escrita. Primeiramente, não há palavrões no texto de RRR, mas apenas adjetivos para qualificar a pouca vergonha comercialista em que se transformou o mercado editorial. Segundo, lamúria inconsistente é esse seu comentário pobre, que nada acrescenta à discussão. Não se consegue minimamente contrariar os números trazidos por Roldan-Roldan e, então, tacha-se-o de infantil. Por favor, explique a matemática trazida por ele com argumentos racionais, que convençam. Se não consegue, una-se ao coro dos injustiçados ao invés de somar forças com o mercado que visa somente o lucro emburrecedor. RRR não quer vencer o edital, mas apenas ver verdadeiramente o melhor fazê-lo não do ponto de vista lucrativo, mas do foco honestamente literário, mesmo que não seja ele. Se usa os textos de Roldan-Roldan como exemplo aos seus alunos do que não fazer, já está errando ao generalizar, já que ninguém sempre acerta ou sempre erra. Esta colocação que o Sr. trouxe é uma falácia triste e pobre para os seus alunos. Barbaridade mesmo é encarar esse simples grito algébrico de desespero por uma causa maior como uma mera ranhetice como a sua. Coitados de seus alunos... Sinto-me sortudo por não ser aluno de Milton Neves, que não argumenta verdadeiramente, mas apenas contraria sem dados concretos a contrapor os argumentos de quem critica!

Rafael Roldan disse...

Ah, antes que perguntem, não sou parente do escritor em pauta e tampouco tenho qualquer relação com o mesmo, a não ser de fã. A coincidência do sobrenome é apenas uma dessas peças que a vida nos prega.

Anônimo disse...

Caros confrades,
Sejamos mais tolerantes um com o outro! É claro que cada um tem pleno e inalienável direito de expressar sua opinião, mas será que precisamos mesmo de qualquer espécie de clichês, rótulos ou palavrões para expressá-la? Quanto à comparação implícita com Diógenes, que consta do comentário de Milton Costa, ela só pode engrandecer a pessoa a que se refere...
Oleg Almeida, poeta e tradutor.

Edu Montesanti disse...

Vejo o artigo do Roldan como muito inteigente e providencial do ponto de vista político. Sobre a Biblioteca Nacional, vale observar que possui em seu acervo livros totalmente mentirosos sobre o genocídio que o Brasil praticou no Paraguai, recusando-se a publicar aqueles documentados que retratam a realidade do massacre, levando a maior potência da América Latina à época a um dos 6 países mais pobres da região hoje (nas várias décadas após o genocídio, o mais pobre em ruína total em que mais de 90% da populaçao masculina foi torturada e morta das maneiras mais covardes, mas a Biblioteca Nacional se recusa a publicar tais verdades documentais). Sobre isto, sintética evidência da maneira brasileira de lidar com as mais diversas situações, uma sociedade em que a corrupção está enraizada, é urgentemente necessário que vozes independentes se levantem e digam as verdades expostas, uma vez mais, pelo Roldan. Sobre a linguagem, quem opinará sobre isto, importante dizer, é um jovem falante e escrtor de sete idiomas, tradutor do sítio das Abuelas de Plaza de Mayo da Argentina, da Malalaï Joya do Afeganistão, ex-colunista no Brasil e EUA e autor de livro a ser lançado na Cultura, entre outras livrarias, e na Bienal de SP, professor de Inglês e português para estrangeiros: o Roldan apresenta uma linguagem fina gramaticalmente, palavras inteligentes, cultas ao mesmo tempo contundentes, duras (Jesus foi mais ou menos assim com os fariseus; a questão é analisarmos a essência, a direção, o propósito. Comparar isso com Mussolini, é uma piada). Até que eu veja o contrário, não vejo o autor defendendo normas fascistas da nossa língua. Sou uma admirador do Roldan, pelas ideias, pela forma e pela linguagem. Por fim, o Brasil vive o caos da corrupção em todos os setores da sociedade e da política, nenhuma novidade. Além de recomendar aos meus leitores e alunos os artigos e livros do Roldan, jogo no mesmo time moral dele. E se precisar, ergo minha voz e aponto o dedo em direção à ala podre que mata milhões e milhões de vidas humanas, de fome e doenças facilmente tratáveis. Indignação é boa e necessária. Poucos se indignam neste país, falta sensibilidade, sobra indiferença. O Roldan se indigna, e com a inteligência e cultura que lhe é peculiar, como poucos fazem neste país. Ao invés de anônimos e demais "reservas morais e culturais" se aterem a detalhes no mínimo controversos, que tal tratarmos do assunto essencial trazido pelo Roldan? Falta o que para isso? Por que não foi tratado disso, mais importante, neste espaço? Somos um país hipócrita por excelência. Daí nosso atraso em todos os sentidos.

Robert de la B. disse...

Tristes comentários estes do Anônimo e Milton. Lamuriosos e tacanhos. Do Milton: como "uso em sala de aula para ensinar meus alunos o que não fazer"? Pois a argumentação está lá, existe uma tese sendo defendida, fatos que a sustentam, um fechamento repleto de ironia. É uma questão de estilo, de não admitir a ferocidade? É inveja do espaço concedido em um grande jornal do interior? Não consigo ver nenhum problema com a argumentação do Roldan, é límpida, conquanto bruta.
Cara, que afronta à norma-padrão você enxerga? Os mesmos que verá nesta réplica? Cadê? Desça desse Olimpo mequetrefe, xingling, feito de plástico e purpurinas.
E não se esqueça de que precisamos dos caras "do contra". Sem gente como o Roldan - que nem precisa ter publicado dezenas de livros e ganho prêmios aqui e no exterior - não há avanço, não há movimento. Ou você acha que é na sua defesa morna da norma culta que seus alunos serão diferentes ao final do ano? Triste coisa.