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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DEBATE - INFRA-ESTRUTURA PARA A PROMOÇÃO DA LEITURA

Alguns dados para você refletir:

1. De ano para ano o Governo Federal, via MEC, aplica volumosas verbas públicas na aquisição de livros e sua distribuição gratúita para as escolas do país. Esse mecanismo não leva em conta a infra-estrutura existente nas escolas para o recebimento, tratamento, organização, dinamização e manutenção dos livros adquiridos, produzindo o seu sumiço em curto tempo. Muitas vezes, sequer espaço as escolas têm para acomodar os lotes de livros recebidos, que dirá pessoal especializado para o seu tratamento técnico e/ou pedagógico. Portanto, estamos diante de uma contradição na crença de que os livros, uma vez comprados e distribuídos, vão operar o milagre da leitura. Como fica isso? Continuamos a reproduzir essa esquema inoperante?

2. Os investimentos feitos na aquisição de livros (imensos, como se sabe) não têm revertido em favor de uma sólida e redonda formação de leitores através da escolas. Os índices de desempenho em leitura continuam sofríveis no país, conforme mostram as pesquisas nacionais. Existe uma política do livro, concretizada via compras e distribuições anuais, que não se equilibra com uma política de leitura. Nestes termos, a gangorra pende para um só lado, gerando gastos públicos para pouco ou nada. E daí? Continuaremos pagando a ineficiência como nosso dinheiro?

Caso você partilhe dessas preocupações, venha debater o assunto no FÓRUM LEITURA CRÍTICA, que abriu espaço para discussão e aprofundamento. Posteriormente pretende, em moldes coletivos, delinear um manifesto nacional, com abaixo-assinado, para deixar mais escancarada essa problemática e tentar inverter - ou equilibrar - o jogo.


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